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Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança ‘faz as guerras’ em vez de evitá-las

Redação por Redação
22 de março de 2026
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Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança ‘faz as guerras’ em vez de evitá-las

LAIZ MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) diante do avanço de guerras, em especial no Oriente Médio, ao discursar neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia. Ele afirmou que o Conselho de Segurança da entidade, criado para manter a paz e a segurança internacional, “promove guerras”, ao citar os conflitos na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Irã.

“O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar “indignado com a passividade” da organização.

Lula afirmou que o conselho não foi capaz de resolver conflitos em Gaza, na Ucrânia, na Líbia, no Iraque e no Irã. “Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião e mais dinheiro se acha dono do mundo”, disse.

O presidente também cobrou uma reforma urgente do órgão e defendeu maior representação de América Latina e da África. “Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.

Ele classificou o momento atual de período com a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) e contrapôs os gastos militares à persistência da fome. “Enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome”, afirmou.

Publicada no mês passado, a 67ª edição do Balanço Militar mostrou que o gasto militar global cresceu em 2025 e atingiu o maior patamar desde a Segunda Guerra. O avanço em relação a 2024 foi de 2,5% em termos reais, chegando a US$ 2,63 trilhões (R$ 13,58 trilhões). E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), de 638 milhões a 720 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2024.

Lula dedicou parte do discurso ao caso do Irã. Ele relembrou que, em 2010, viajou a Teerã com o então presidente da Turquia, Abdullah Gül, para negociar um acordo sobre enriquecimento de urânio -proposta que, segundo ele, teve aval do então presidente americano, Barack Obama, em carta.

Segundo o presidente, o acordo foi firmado, mas Estados Unidos e Europa responderam ampliando o bloqueio ao país. “Depois de alguns anos, foram fazer outro acordo pior do que aquele que a gente tinha feito”, disse.

Para Lula, o episódio faz parte de um padrão em que potências constroem a imagem de um inimigo para justificar o uso da força. “Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras”, afirmou, em referência a argumentos usados pelo presidente Donald Trump para atacar o Irã, com base no temor de desenvolvimento de armas nucleares.

Outro tema abordado foi a disputa por minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que países da América Latina e da África ainda enfrentam as consequências da colonização e alertou para o risco de uma nova forma de dominação, agora com base em recursos estratégicos. Segundo ele, potências estrangeiras tentam repetir uma lógica histórica de exploração.

“[Com os minerais críticos] é a chance de Bolívia, África e América Latina não aceitar ser apenas exportadora”, disse, defendendo que investidores estrangeiros se instalem e produzam nesses países.

Lula também defendeu que o Atlântico Sul permaneça livre de disputas geopolíticas e anunciou que o Brasil organizará, em 9 de abril, uma reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

Leia Também: Advogado ligado a Lula critica PF ao defender Lulinha: ‘Eles atiram a flecha e pintam o alvo’

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