No Dia Nacional de Combate ao Bullying, a deputada estadual Débora Menezes chamou atenção para um problema que segue presente no cotidiano de crianças e adolescentes: a violência dentro do ambiente escolar.
Mais do que episódios isolados, o bullying se caracteriza por práticas recorrentes de intimidação, constrangimento e exclusão. Em situações mais graves, pode evoluir para agressões físicas e provocar impactos duradouros na saúde emocional das vítimas.
Para a parlamentar, o tema exige mais do que conscientização pontual. “Não se trata apenas de marcar uma data, mas de reconhecer uma realidade que atinge famílias todos os dias. Qualquer criança pode ser vítima”, afirmou.
Com a ampliação do uso das redes sociais, o problema ganhou novas dimensões. O chamado cyberbullying rompe os limites da escola e prolonga a exposição das vítimas, dificultando a interrupção do ciclo de violência.
À frente da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Débora Menezes tem acompanhado casos tanto na capital quanto no interior. A atuação inclui acolhimento, orientação e iniciativas voltadas à prevenção.

Desde 2024, equipes do órgão realizam ações educativas em escolas, abordando temas como convivência, saúde mental, respeito e uso consciente da internet, envolvendo estudantes, educadores e familiares.
Casos recentes acompanhados pela Procuradoria reforçam a necessidade de resposta contínua. Situações de agressão entre estudantes ainda são registradas e demandam atuação articulada da rede de proteção.
“Enquanto ainda houver quem minimize o bullying como brincadeira, haverá crianças sofrendo em silêncio. O impacto é real e pode ser devastador”, destacou.
No campo legislativo, a deputada é autora de propostas voltadas ao enfrentamento do problema. Entre elas, está a lei que estabelece a obrigatoriedade de notificação de casos de bullying e cyberbullying nas escolas, permitindo o encaminhamento às autoridades competentes.
Outra medida prevê o uso de tecnologias, incluindo inteligência artificial, como ferramenta de prevenção e monitoramento dessas ocorrências. Há ainda iniciativas que reforçam o atendimento humanizado no ambiente escolar, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA), frequentemente mais vulneráveis a esse tipo de violência.
Para a parlamentar, o combate ao bullying exige vigilância permanente e participação coletiva. “É uma responsabilidade que envolve escola, família e poder público. Proteger crianças e adolescentes precisa ser prioridade”, afirmou.





