O Programa de Saneamento Integrado (Prosai), do Governo do Amazonas, segue avançando em Parintins, a 369 quilômetros de Manaus, com o início dos testes operacionais em um dos Centros de Reservação e Distribuição de Água (CRDs). A unidade CRD 2 está passando por avaliações hidráulicas e estruturais, etapa fundamental para garantir eficiência e segurança no fornecimento de água.
Coordenado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), o Prosai representa o maior investimento já realizado no interior do estado, com ações que envolvem saneamento, mobilidade urbana, urbanização e melhoria da qualidade de vida da população.
A expectativa é que, ainda neste ano, Parintins passe a contar com um novo sistema de abastecimento, formado por quatro CRDs distribuídos em pontos estratégicos da cidade: Francesa (CRD 1), Vitória Régia (CRD 2), Distrito Industrial (CRD 3) e Itaúna II (CRD 4).
Cada centro terá capacidade de armazenar 1.800 metros cúbicos de água, somando 7.200 m³ no total. Com isso, a capacidade de reservação do município poderá ser ampliada em até 45 vezes.
De acordo com a secretária da Sedurb, Daniella Jaime, o CRD 2 que concentra a maior parte das intervenções está em fase final de conclusão. Atualmente, os reservatórios apoiados e o elevado passam por testes de estanqueidade e funcionamento.
Após a etapa de impermeabilização, os reservatórios foram monitorados por 72 horas para identificar possíveis vazamentos. Os resultados foram considerados positivos, com necessidade apenas de ajustes pontuais.
Outro avanço importante foi a ativação de um novo poço, já integrado ao sistema para abastecer os reservatórios durante os testes. Em seguida, foram realizados testes nas bombas de recalque, responsáveis por levar a água até o reservatório elevado. Nesse processo, a transferência de cerca de 400 mil litros foi concluída em aproximadamente 49 minutos.
Segundo o engenheiro civil e coordenador das obras, Carlos Augusto, o CRD 2 contará com seis novos poços e já possui quatro conjuntos de motobombas centrífugas instalados. Ele destaca que a estrutura permitirá a interligação entre os centros de distribuição, garantindo mais flexibilidade e segurança operacional.
Com essa integração, será possível redirecionar o abastecimento em casos de manutenção ou falhas. Por exemplo, a água poderá ser transferida entre o CRD 1 e o CRD 2 por meio de bombas de reserva, mantendo o fornecimento regular.


Enquanto isso, as obras seguem nos demais centros. No CRD 4, os reservatórios estão em fase avançada de concretagem, com poços parcialmente em operação. Já o CRD 3 tem a base dos reservatórios concluída e a estação elevatória pronta. No caso do CRD 1, houve redefinição do local, que agora será próximo à Praça da Onça, no Centro, onde as fundações devem ser iniciadas.
Com a conclusão dos testes, a próxima etapa será a interligação do novo sistema à rede do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), por meio de uma parada programada.





